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Tiago Faria, de 29 anos, estava preso na penitenciária de Tremembé.
Ele deixou presídio sem falar com a imprensa, acompanhado de advogado.
O autônomo Tiago Faria, de 29 anos, preso após rasgar as notas
durante a apuração do Grupo Especial do carnaval paulistano, nesta
terça-feira (21), deixou às 15h30 desta sexta (24) a Penitenciária 2 de
Tremembé,
no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. Acompanhado por um advogado,
ele saiu sem falar com a imprensa. Ele estava de camisa branca e com a
cabeça raspada.
A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) confirmou que a
direção da penitenciária havia recebido no início da tarde o alvará de
soltura dele. O advogado da Império de Casa Verde, Eduardo Lemos de
Moraes, informou que a família do autônomo realizou o pagamento da
fiança de R$ 12,4 mil.
Continuava preso nesta tarde em Tremembé o integrante da Gaviões da
Fiel Cauê Ferreira, também detido após o tumulto. O advogado da
Gaviões, Davi Gebara Neto, informou nesta tarde que foi paga a fiança
de R$ 12,4 mil. O alvará de soltura foi expedido às 16h55, de acordo
com o Tribunal de Justiça. Ele deve deixar o presídio ainda nesta sexta.
Tiago e Cauê foram presos por invadir a área onde era feita a
divulgação das notas do carnaval paulistano, no Sambódromo do Anhembi,
interrompendo a apuração. O valor da fiança foi fixado nesta quinta
(23) pela Justiça para que eles respondam pelos crimes de supressão de
documentos e dano ao patrimônio em liberdade. O pedido de soltura foi
feito pela Gaviões da Fiel.
Tiago e Cauê são acusados pela Polícia Civil de roubar e rasgar
envelopes com cédulas dos resultados dos jurados e danificarem a
estrutura do local. Eles ficaram insatisfeitos com as notas que estavam
sendo dadas e a decisão da organização em continuar a apuração.
Em depoimento na Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista
(Deatur), Tiago confessou ter destruído as notas, mas negou o dano. Em
sua defesa, Cauê alegou ser inocente das duas acusações e afirmou que
só pulou o cercado após a confusão generalizada no local. Câmeras de TV
gravaram o momento da invasão e ajudaram na identificação dos suspeitos.
